Nos últimos anos, técnicos e profissionais têm reportado casos de ratos resistentes ao veneno, em que os raticidas tradicionais parecem já não resultar. Mesmo seguindo à risca as instruções do fabricante, a população de roedores mantém-se ativa. Estudos recentes sugerem que mutações no gene VKORC1 podem explicar parte desta resistência observada em várias populações de roedores.
Mas será culpa do produto, da aplicação… ou dos próprios ratos?
Ratos resistentes ao veneno? O que os novos estudos revelam sobre falhas no controlo de roedores
Cientistas europeus confirmam que algumas populações de ratos e ratazanas desenvolveram resistência genética a rodenticidas anticoagulantes.
Este fenómeno está associado a mutações no gene VKORC1, responsável por alterar a forma como o veneno atua no organismo dos roedores, tornando-os parcial ou totalmente imunes.
O problema foi identificado há décadas noutros países, mas tem agora expressão crescente em Espanha e, possivelmente, também em Portugal.
Como identificar resistência em ratos resistentes ao veneno
Antes de concluir que existe resistência genética, é fundamental descartar outras causas de insucesso no tratamento:
1️⃣ Produto inadequado – nem todos os rodenticidas são eficazes contra todas as espécies.
2️⃣ Baixa ingestão – reposiciona as estações de isco e elimina alimentos alternativos.
3️⃣ Tempo insuficiente – os anticoagulantes são de ação lenta; o efeito total pode demorar semanas.
4️⃣ Cebo insuficiente – verifica se a quantidade usada é suficiente e repõe o consumido.
5️⃣ Cobertura incompleta – procura tocas escondidas e refúgios pouco acessíveis.
6️⃣ Reinfestação exterior – roedores podem regressar de zonas vizinhas não tratadas.
Se, mesmo após estas verificações, os roedores persistirem, é provável que estejas perante ratos resistentes ao veneno e seja necessária uma estratégia integrada.
Estratégias Ecoced para controlo profissional de roedores
Na Ecoced, recomendamos programas de controlo integrado de roedores, combinando:
- estações de isco profissionais,
- ratoeiras mecânicas e elétricas,
- barreiras físicas que previnem novas entradas,
- e monitorização contínua com registo técnico.
Esta abordagem reduz o uso de biocidas, protege a fauna não alvo e aumenta a eficácia global dos programas de sanidade ambiental.
Explora também a nossa secção de Armadilhas e Estações de Isco Profissionais e os nossos recursos em Controlo de Ratos e Ratazanas.
O papel do gene VKORC1 no controlo de ratos resistentes ao veneno
A mutação do gene VKORC1 altera a resposta fisiológica ao anticoagulante e explica por que alguns roedores sobrevivem a doses letais.
Monitorizar variações deste gene ajuda técnicos e investigadores a ajustar os programas de controlo e a escolher o tipo de isco mais eficaz.
Fonte científica: ANECPLA – INIA-CSIC – MITECO, Campanha Nacional de Resistência a Rodenticidas 2025
Conclusão – o futuro do controlo de roedores em Portugal
A resistência dos ratos resistentes ao veneno é um desafio crescente para o controlo profissional.
Reconhecer o fenómeno, adotar boas práticas e usar soluções integradas é essencial para manter a segurança e a eficácia dos programas de desinfestação.
Ecoced.com – Especialistas certificados em controlo profissional de pragas.
